· A TELEVISÃO NO PARÁ
A chegada da televisão no Pará foi marcada de grandes acontecimentos, pois o Brasil passava por uma transição política, os jornais anunciavam a aprovação de emenda parlamentarista no congresso, por maioria esmagadora. Leonel Brizola comandava a campanha pela posse do vice João Goulart, surpreendido durante uma viagem a China, em agosto, pela renuncia do presidente Jânio Quadros, uma rede de rádio, levava os pronunciamentos inflamado de Brizola para todo o Brasil, defendendo a posse de Goulart, contestada pelas forças armadas. As tropas e a polícia estavam de prontidão.
Em Waschington, o presidente John Kennedy que o problema era do Brasil e dos brasileiros. Em Havana, Fidel Castro acusava o imperialismo ianque pela renuncia de Jânio.
Em Belém, o governador Aurélio do Carmo reunia representantes dos três poderes, o arcebispo, lideranças particulares, estudantes e operários, a imprensa falada e escrita, antes de seguir para um encontro de governadores favoráveis á posse de Goulart, no Recife. Eles apelavam ás forças armadas para preservar a democracia e evitar a guerra civil.
A união acadêmica paraense e a federação de esporte universitários do Pará grevaram pela posse de Goulart. No auditório da rádio Marajoara, no largo de Nazaré, os secundaristas se enfrentavam no campeonato colegial guarasuco, “O refrigerante da família paraense”. Moura Carvalho e Isac Soares estavam em plena campanha para prefeito e vice.
Nesse momento de transição surge na paisagem de Belém uma torre era da primeira televisão paraense chamada de Marajoara, atraindo o olhar da cidade para o alto. A torre, símbolo de desafio e ousadia desde babel também de soberba, conforme o ponto de vista era um passaporte para a modernidade. Federico Barata, superintendente dos associados para a Região Norte, tinha o grande sonho de transformar a televisão em um veículo de educação e cultura na cidade de Belém.
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