· EIS A TELEVISÃO
O termo televisão surgiu etimologicamente da união das palavras tele (longe, em grego) e videre (ver, em latim), criado pelo Francês Constantin Perskyi, que com ele intitulou uma tese definida no congresso internacional de Eletricidade, em Paris. Em 1900, o cientista descrevia um aparelho capaz de transmitir imagem à distância, baseado nas propriedades fotocondutores do silênio, elemento químico sensível á luz.
Perskyi inventou a palavra, mas não existia o inventor da Televisão. O eletrodoméstico mais popular do século XX foi sendo inventado, meio que construído aos poucos, através das contribuições de uma longa lista de cientista e técnicos, trabalhando em Países diferentes, em épocas diferentes e até mesmo com o objetivo diferente, desde que o químico sueco Jakob Berzelius deu o passo inicial, descobrindo as propriedades fotoelétricas do selênio, em 1817.
Esse processo cientifico e técnico, que se acelera nos anos 20 do século passado, desenrola-se principalmente nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e França, mas há registro de transmissão experimental no Japão, em 1926. As pesquisas eram financiadas pelo capital de empresas como Westinghouse, que empregava o russo Vladimir Zworykin, e até loja de departamento, como a Selfridges londrina, que mantinha o trabalho do escocês Jhon Baird.
De olho no mercado que nascera, grandes grupos travavam uma guerra pelas patentes, especialmente em 1927, quando a segunda consegue mandar a imagem distorcida de Herbert Hoover, secretário de governo norte americano, de Washington a Nova Iorque, na primeira transmissão pública.
Também em 1927, o californiano Philo Famsworth, 21 anos, patenteia um sistema elétrico e completo de televisão, que desenvolvia desde os 15 anos. Zworykin entra na justiça, contestando a patente de Farnsworth. Depois de três anos, perde a briga e David Sarnoff, presidente da empresa de Zworykin, leva pessoalmente ao californiano a oferta, que foi recusada, de cem mil dólares pela patente. Fornsworth acabaria por vendê-la a Sarnoff em 1939, por um Milão de dólares.
A compra acelera o projeto, mas na Europa já havia televisão. A Alemanha foi a primeira a oferecer o serviço de televisão pública, em 1935, embora a emissora tenha saído do ar para voltar somente em meados de 1936, transmitindo ao vivo os XI jogos Olímpicos. Em novembro desse ano, a BBC colocou no ar o primeiro sistema regular de televisão. Apenas em julho de 1914 os Estados Unidos inauguraram a programação comercial de televisão. A II guerra mundial arquivou as transmissões, na Europa e nos Estados Unidos. A televisão volta ao ar em 1946, agora para ficar. Naquele ano, 50 emissoras começaram a operar regularmente, só nos Estados Unidos.
Nos anos 50, a televisão tornou-se extraordinariamente popular, em especial nos Estados Unidos, onde atinge grandes desenvolvimentos tecnológicos e passa a ser explorada em larga escala. As corporações da área eletro – eletrônica se fortalecem e procuram novos mercados, inclusive na América Latina. Em 1950, surgem emissoras no México, Brasil e Cuba, então a fornecedora continental de rádio novelas. Desde os anos 30, Cuba se destacava no ranking mundial do rádio, entre os ci9ncos Países com maior número de estações. Na ilha formaram-se gerações de profissionais de rádio, exportados para outros Países latinos, entre eles a autora Glória Magadan, que teve seus dias nas telenovelas brasileiras, e Felix Cagnet, que morava no México e assinou O Direito de Nascer, um dos maiores fenômenos de audiências registrando no rádio e depois na televisão.
A associação marca programa, e a interferência das agências na produção radiofônica que ela embutia, seria um dos muitos traços herdados pela televisão. Em 1944. A TV já estava na cabeça de Assis Chateaubrian, o poderoso dono dos Diárias e Emissoras Associadas. Segundo a autora Regina Alves (2002).
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